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Durante anos, a existência da magia e dos próprios bruxos fora mantida em segredo, com os cuidados do Ministério da Magia. Mas agora, algo ameaça isso que eles tanto prezam. O que pode acontecer se as opções escolhidas no passado colocarem em risco o futuro?

Nos últimos tempos, o controle de criaturas mágicas tem sido muito mais rígido, devido às ações de segurança do, então eleito, novo ministro da magia. Segundo ele, essas criaturas inferiores não necessitam de metade dos direitos impostos por seu antecessor.

Seguindo suas ordens, o Ministério passou a controlar o número de indivíduos de cada raça, assim como demarcar o seus territórios mais rigidamente. Com o controle e o território rigidamente estruturados, as condições foram de mal a pior, e como conseqüência algumas raças começaram a se rebelar.

A noticia da extinção de uma delas incentivou a criação de um grupo contra o ministério. O profeta diário, diz ser de fonte segura a informação publicada na edição do dia 29 de Setembro de 2052, a qual afirma que há no mínimo dois representantes de cada raça, aparentemente liderados por um centauro.

Murmúrios levaram os acontecidos até Azkaban, mesmo o ministro tentando pessoalmente abafar o caso. O movimento nas poucas celas ocupadas começaram a surgir, e pouco tempo depois houve uma inevitável fuga, ocasionada pela falta de atenção do ministério para com a vigilância de seus prisioneiros.

Apesar dos grandes esforços na busca, alguns deles ainda não foram encontrados, e por esse motivo o ministério precisou se manter alerta para este fato também. Os problemas começaram a surgir e estão cada vez pior, as esquinas nunca foram tão ameaçadoras. E agora, o Ministério sozinho já não é o suficiente.


Período - What's going on now?


Dia: 25/11/2052, Segunda-feira
Início do Período: 29/05/2010
Fim do Período: 25/07/2010
Tempo:
9°C, tempo frio e ventos leves, intensificados à noite.
Lua: Cheia
Ações: tempo livre dos alunos em Londres
Aulas: Período livre de aulas






Rodrigo
Felipe
Amily
William
Amanda
Ramires



Slytherin 149
Gryffindor 085
Ravenclaw 111
Hufflepuff 108




The Star

Sorata Matsuri
A pirralha. Dentre as pessoas ali ela seria a primeira que eu imaginaria negando-se a aparecer. Kamui rodou os olhos quando encerrei a conversa amigável que estávamos tendo e fui na direção da mesa. Do modo silencioso que me aproximei, seria improvável que ela tivesse notado minha aproximação, já que estava de costas.

- pensei que seria a última pessoa que veria por aqui... – comentei, quando estava próximo, cruzando os braços enquanto observava sua figura.


The Villain

Lúcifer Deimos
- Você agindo desta maneira me parece mais um gatinho acuado do que um anjo , Gabriel.

Lucifer riu da tentativa falha de gabriel de lhe assustar e com a mão que ainda lhe prendia voltou a lhe prender conta a parede desta vez apertando seu corpo contra a mesma, e fazendo com que a Varinha do Enkelis caísse no chão.

- Não precisa ter medo, deixe-me começar e você vai pedir por mais.


The Gentleman

Ongaku Matsuri
- Calma, calma... eu tenho um plano! - fez uma pausa imaginando que palavras usar - Você deve ter percebido que eu andei sumido por estes tempos, não? É por que eu estava treinando uma magia antiga, é uma técnica antiga que já foi usada por alguns bruxos muito poderosos para defender seus tesouros. - achou melhor não comentar que foi usado, também, para eliminar inimigos - Eu aprendi a fazer inferis! A frase saiu muito pior do que ele havia imaginado, agora ele parecia ser um maníaco. Magia das trevas, quebrar regras básicas do colégio e se colocar em risco. O mal estava feito, nada mais se podia fazer, a não ser esperar para ver o que o primo acharia disto.

The Lady

Júlia de Andrade
Mas antes de subir, encontrei com Seto. Ele parecia meio indeciso sobre de onde assistir o jogo e eu realmente tive de sorrir com isso. Ele era um grifinório, o natural seria torcer pelos vemelhinhos, mas Marcelo era um dos melhores amigos dele e primo e Akane... Bom Akane era a irmã dele.

Acho que realmente ficar na arquibancada da grifinória e acabar acidentalmente ouvindo alguém incitar um batedor a lançar um balaço nela não seria algo lá muito saudável para ele... Ou para quem disse tal coisa, óbvio.

- hn... Sabe, você podia esquecer da sua casa e subir comigo – disse apontando a arquibancada da corvinal. - melhor que ficar indeciso no meio do caminho. Eu sei que você vai acabar torcendo pelo Marcelo e a Akane de qualquer maneira... – disse dando de ombros.


The Comedy

Kimihiro Matsuri
Eu quero ver, quero quero quero quero quero! Nhaaa será que meu Onii-sama deixaria eu ver o caderninho dela? '0' Não custa perguntar né? Afinal, quem tem boca vaia a Roma, no caso, fala com o irmão misteriiii~

Logo ela saira da biblioteca e eu ficara sozinho com Sorata. Pela primeira vez no dia estávamos a sós e juntos. Assim pude fazer aquilo que eu queria fazer desde manhã cedinho. Abraçar meu irmão com força até esmagar ><'' Um abraço forte e quente era o que eu costumava dar em meu irmão quando estávamos juntos. Eu me sentia confortavel perto dele, protegido literalmente '0'

-Aquela pasta, me deixou confuso. Desde quando você escreve partituras? Não me contou algo assim, que cruel ;3;''


The Romance


Guilherme de Andrade e Gabriel Enkelis
- É só um abraço... Certo? – perguntou, um pouco de hesitação era visível no tom de sua voz o qual Gabriel provavelmente notou.

– Não Guilherme, é só um pretexto para eu te agarrar aqui mesmo e te beijar... – Disse Gabriel serio para Guilherme quando o mesmo questionou o seu pedido de abraço, depois um sorriso bem calmo apareceu no rosto do sextanista. – Brincadeira. - antes que se arrependesse da sua decisão ou Gabriel continuasse a falar, Guilherme encurtou a distância, o abraçando de uma vez.

Era ao mesmo tempo estranho, mas nostálgico. Parecia ao mesmo tempo certo e errado... E ele não conseguia definir aquela situação com palavras por que, sempre que tentava, elas pareciam contraditórias demais...


The Moment

Telbalt Yura
Logo ele notara que alguém começara a cair da vassoura. Mas que coisa, mal começara a temporada de Quadribol e Tebalt já teria a chance de atacar alguém que sanguraçe no meio do campo. Seria uma cena épica. O vampiro lutando para se controlar enquanto aquele sangue fresco escorrega sobre a grama molhada pela chuva de madrugada. Seria uma sensação de extremo agrado...Prazer. Afinal, não havia nada melhor que o sangue fresco de alguém.

-Será que ela chega ao chão...?-Falou bem baixinho e mentalmente torcia para que sim, queria sangue...Queria muito sentir o cheiro, só de pensar já começava a sofrer as alterações corporais.





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 Pierre, Adrian Dubois

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AutorMensagem
Adrian Dubois Pierre
Gryffindor - 6º ano
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MensagemAssunto: Pierre, Adrian Dubois   Qua Nov 18, 2009 10:18 pm

Ficha - Alunos


Jogador
Nome: Alex
Idade: 19
Contato: alexmalfoyweasley@hotmail.com (Avisem que são daqui)
Quais os livros de Harry Potter que você já leu? Todos
Quais os filmes da saga Harry Potter que você já assistiu? Todos os lançados
Já participou de outros fóruns de RPG? Quais? Sim.. Um monte.
Já possui outros personagens nesse fórum? Quais? Sim, o Michell Lopez Dupont


Personagem

Nome: Adrian Hong Xuan Dubois Pierre
Idade: 16
Data de Nascimento: 23/06/2036
Local de Nascimento: Vietnã
Ano escolar: 6º ano
Onde mora durante as férias: Vietnã
Raça: Nascido Trouxa
Varinha: Mogno, Corda Coração de Dragão, 26 cm, Boa em Feitiços
Possui algum animal de estimação? Qual? Coruja chamada Alfa
Possui alguma habilidade ou item especial? Não
Avatar:
Ashton Kutcher

Atributos

Seu personagem terá 22 pontos que será distribuído nos itens abaixo, o máximo em cada item é 5 pontos e o mínimo é 1 ponto.

Força: 5
Constituição: 3
Agilidade: 4
Inteligência: 4
Destreza: 3
Mira: 3

Caso escolha possuir alguma habilidade especial, deverá distribuir apenas 19 pontos de atributo.


Qual casa combina mais com você?

Grifinória: Os que têm a coragem em seu coração.

História:

Legendas: | Mãe de Adrian, Lihn | Pai de Adrian, Leroy | Mãe Adotiva de Adrian, Nguyen | Adrian | Tenente Yonk | Irmã adotiva de Adrian, Dai | Irmão Adotivo de Adrian, Dhang | Narração


"Uma mulher! Choro, raiva e uma grande decisão. Linh estava jogada ao chão, aos prantos. Era uma linda mulher, apesar de todos os anos de guerra, todos os traços sujos, imundos de sua ropa ela era uma mulher bonita, essa sua parte apenas foi se escondendo atravéz dos anos, com a guerra, com a violência, com o medo. Um homem! Loiro, olhos azuis, corpudo, bem perfumado, tão distinto da cena, do ambiente em que estava, era como uma figura errada no lugar errado. Leroy estava diante daquela mulher. A ajudou a levantar, seu perfume cobria a sala. Sentaram e por fim o silêncio foi quebrado:

- Não posso ter esse bebê.
- O que? Pode sim e vai.
- Deus! 7 anos, 7 anos de violência, de mortes, de guerra. Até quando? Não aguento mais.

Ela chorava sem parar, estava inconsolável. A Guerra no Vietnã havia começado por disputas territoriais entre a Vietnã do Norte Comunista e do Sul e as coisas foram avançando a muito mais do que isso. As coisas pioraram quando os EUA entraram, cinco anos depois, na guerra alegando que o comunismo não poderia se espalhar pelo mundo. Morte e mais morte, o cenário de desumanidade, de perversidade, de sofrimento se podia ver em qualquer lugar em que se olhava, havia poucas casas que haviam conseguido se manter de pé. Em cada esquina, em cada rua, corpos jogados ao cão, ao ar livre, como animais largados ao vil engano. Fora nesse cenário que o jovem jornalista francês Leroy havia decidido que conseguiria seu maior fascínio pelas pesquisas. De fato, conseguiria o melhor prêmio de jornalista pelas suas descobertas naquele terreno hostil se não fosse por aquilo. Fora lá que conhecera e se apaixonara por Linh. Ainda aos prantos ela continuou com dificuldade:

- Leroy, você não entende. Um filho! Que esperança ele vai ter? Nascendo no meio da guerra, eu já não tive, não quero isso para ele. Não quero.
- Calma Linh. Você não vai ter esse filho aqui, nós vamos voltar para Paris, já consegui todos os fatos necessários, você vai comigo. Por favor calma. Vou te proteger, vou te levar daqui. Eu sempre estarei aqui, sempre lhe protegerei meu amor.

***

Adrian tinha 6 anos. Crescera vendo mortos, crescera com o barulho das armas, com os militares, com a luta, com a guerra. Seu pai, Leroy, não conseguira sair do país, nem levar Linh. Um grupo rebelde de vietnamitas haviam roubado todo seu dinheiro, espancado os dois e destruído toda sua pesquina de anos. Era a lei da selva, ou você matava ou morria. O jovem menino Adrian já não mais chorava com o barulho, em seu rosto era vísivel as marcas da crueldade, cicatrizes e hematomas. A pequena familia viviam de um lugar ao outro. Diversas vezes tinham de sair correndo com os os militares chegando, diversas vezes dormiam com as bombas e armas próximas. Dormiam acordados, com medo de morrer, seja por bombas, seja por soldados ou até mesmo próprios vietnamitas. Perdia-se a conta das inúmeras vezes Adrian ficou dias sem comer. Ficou doente, desnutrido, mas o que podia fazer, a quem podia recorrer? Ninguém. Só era possível contar com eles mesmos.

O menino logo aprendeu a sobreviver, se tornou um dos melhores na corrida. Quantas vezes saiu correndo no meio da madrugada por que um grupo de fuzileiros estava chegando! Acostumou-se com pouco, aprendeu a driblar a fome e quando ela insistia comia os capins que encontrava pelo caminho. Era uma comemoração quando encontravam alguma ratazana por um canto qualquer, ao menos tinham algo para comer. Mas mesmo assim ele vivia "feliz", tinha sua familia próximo a ele. No inicio brincava dentre os corpos jazidos no chão, com as outras crianças, mas agora, nem as outras crianças via mais. Havia muito que não encontravam alguém conhecido, um rosto familiar, alguém que pudesse chamar de amigo. Desde muito cedo o pequeno Adrian conviveu com o sofrimento, com a desgraça, mas mal sabia o jovem Adrian que tudo era apenas o início do inferno.

Fora naquele dia, 23 de Junho, ele estava completando 7 anos. Mais um ano de desgraça e revolta. A guerra já durara 14 anos e nem sinal de por um fim. Fora nesse ano o pior ano de toda sua vida. Como sempre faziam, Linh, Leroy e seu filho fugiram para outro lugar, dessa vez foram para My Lai, um povoado vietnamita e como sempre nada os surpreenderam, o cenário era o mesmo em todas aldeias e povoados, morte! Conseguiram se instalar em uma casa em destroços um pouco para o noroeste do povoado. Desta vez encontraram um grupo de cerca de 30 vietnamitas e por sorte, todos aliados. Houve comida, comida boa, carne, frutas e legumes que os outros tinham conseguindo em alguma guarda americana. Ele encontrou outras crianças, até mesmo crianças que brincava quando era menor, conversaram sobre como haviam conseguido fugir de todos os soldados tanto tempo, sobre como conseguiram viver. Encontraram até mesmo a Nguyen Cao Mashur e sua familia. Nguyen era uma boa mulher, amiga de Linh. Adrian gostava dela, o tratava bem. Ela tinha mais três filhos com quem Adrian sempre brincava. Eram os mais achegados. Aquele parecia ser um ótimo dia, um dos melhores em todos os anos de vida do menino, fora uma boa forma de comemorar seu aniverssário, mas a noite chegou.

As tropas americanas haviam chegado sem barulho, em secreto. Quando o primeiro vietnamita gritou sobre a presença deles todos os outros se alarmaram e começou a correria. Cada familia pegando suas crianças e procurando alguma forma de fugir. Os americanos conseguiram capturar 25 dos 30 vietnamitas, os 5 que fugiram foram Nguyen, seus filhos e a mim. Linh sempre que chegava em um povoado procurava um lugar de abrigo, de fuga caso aja um incidente e tenha de sair as pressas. Nunca eles precisaram usar esse caminho, até aquele dia. Quando ouviu o grito e a correria começou Linh foi imediatamente para o caminho de fuga que tinha encontrado. No entanto os americanos estavam próximos demais, perto demais. Ela queria, queria salvar todos, mas não podia. Colocou todos as crianças próximas a si pelo caminho, os filhos de Nguyen, Adrian, a própria Nguyen e quando foi passar olhou para trás e viu que Leroy fora feito prisioneiro de um americano. Sem pensar duas vezes ela se virou a fim de ajudá-lo a se livrar do soldado, sendo impedida por Nguyen, que segurou em seu braço:

- Para onde você vai? Se for até lá você vai morrer!
Elas se olharam, um olhar de compaixão. Abraçaram-se e com os olhos marejados, prontos a desabarem em lágrimas a qualquer minuto, disse:
- Nguyen... eu... eu... por favor, cuide do Adrian, não deixe que nada aconteça... que nada aconte.... aconteça a ele. Por favor! Não.... não posso deixar meu Leroy sozinho... desculpe.
Ela deu um forte abraço em seu filho e um beijo e dizendo um emocionante "Eu te amo meu filho, sempre amarei, por favor, nunca se esqueça!" se foi. Adrian tentou ir atrás dela, mas Nguyen o segurou, não podia deixar isso acontecer. Uma bomba! Um enorme barulho. Nguyen, seus filhos e Adrian foram andando pela rota de fuga. No meio do caminho, quando estavam a uma boa distancia dos americanos, Adrian correu e voltou ao local. Nguyen gritou por ele mas ele não voltou. Ela não conseguiu ir atrás dele.

Adrian era esperto, aprendera a se camuflar, a se esconder. Voltara por que eles, seus pais, era a sua familia, era tudo o que possuia, não podia deixá-los ir assim, rapidos. O povoado estava deserto, todos os companheiros, todos os vietnamitas, que estavam ali, junto com ele poucas horas antes, estavam mortos, jogados no chão como menos que humanos. Desesperado o pequeno foi a procurar seus pais, chorava baixinho. Não os encontrou.

Ouviu um barulho próximo, se escondeu ao mesmo tempo que procurava perceber de onde vinha. Vinha de uma casa semi-destruída próximo a onde estava, foi verificar o que era. Mais americanos? Viu seus pais e mais cinco americanos. Seu pai estava preso com cordas e sua boca estava amordaçada e sua mãe era segurada por dois americanos. De repente um dos americanos abaixou as calças... Linh foi violentada até a morte, fora violentada pelos cinco americanos, eles fizeram seu pai assistir a tudo. Lihn chorava, implorando ajuda, mas também estava amordaçada. Saciados os americanos, depois de verificarem que ela estava morta, jogaram-na em uma vala e se viraram para seu pai.

Leroy chorava, lagrimas e mais lagrimas derramavam de seu rosto. Um soldado americano foi até um canto e voltou com uma arma, napalm, uma arma incendiária. O americano apontou a arma para Leroy e momentos depois rajadas de fogo o consumiam. Leroy agonizou até a morte, enquanto queimava gritava: "Linh, me perdoe, não consegui lhe proteger. Me perdoe!" Os americanos assistiram a cena com prazer e mais tarde se foram.

Adrian assistiu a tudo, assistira a morte de seus pais, sem nada poder fazer para impedir. Depois de alguns minutos ele correu até o corpo de sua mãe e chorou, chorou e chorou. Ele nunca havia chorado tanto em sua vida. Não conseguia parar. Já não aguentava mais. Tanta dor, tanto ódio, tanto sofrimento. Lá ele ficou por um tempo. Não queria deixar sua mãe, não queria deixar seu corpo ali, jazido no chão, como um rato qualquer. Destemidamente, ele cavou um túmulo com o próprio suor, com as pedras que ali tinha e a enterou. A colocou no túmulo e jogou as cinzas com o que tinha sobrado de seus pais. Enterrando ainda chorando, morto de dores, de sofrimento, de angustia, ele disse:


- Eu amo vocês. Jamais vou esquecê-los.

Desolado, morto por dentro. Não tinha ninguém, fora lhe arrancado o sentido de viver. Não tinha para onde ir, não tinha com quem ficar. Deus ele era apenas um menino. Tinha apenas 7 anos e fora incumbido de viver como um adulto. Isso não era justo! Vagueoou por diversas ruas e ruas sem destino. Queria morrer. Não ligava mais para nada. Desde aquele dia, o jovem Adrian nunca mais foi o mesmo.

Três dias depois da morte de seus pais, um grupo de vietnamitas o encontrou. Não eram vietnamitas aliados. Fora nesse momento que ele conheceu o Tenente Yonk. Um homem alto, encorpado, musculoso, barbudo, fedia a charuto. O tenente gostara do garoto e resolvera ficar com ele. A partir desse dia Adrian se tornou o novo fantoche do tenente. Tinha de fazer todas as suas vontades e se não fizesse, apanhava. Todas as noites o tenente Yonk abusava sexualmente do jovem menino. Todas as noites ele ia dormir chorando baixinho, cheio de dores, para que o tentente não ouvisse. O tratavam como um animal, em que se podia dizer vem e ele vinha ou vai e ele vai. Certo dia o jovem Adrian recebeu uma marcação. O tenente o chamou e pelo azar do menino, ele não ouviu:

- Eu já falei para você vir quando eu chamar moleque!
Disse o pegando pelo braço, deixando vermelho. O tenente deu um soco no rosto do menino.
- D...d...des....desc...desculpe....se...senhor. Eu n...não...não vou...não vou fa...fazer no...novamente.
- Acho muito bom moleque. Agora anda. Tire a roupa.
Adrian o olhava apenas, ficara parado.
- Está surdo moleque, eu disse para tirar as roupas agora.

Adrian leva uma chicotada nas costas. Aos poucos o menino aprendeu a suportar um pouco a dor e a humilhação. Caiu de joelhos. Não teve outra escolha e retirou a roupa. O tenente foi até um canto e veio com um ferro de marcar em forma de Y. Se aproximou do menino. Disse para dois de seus inferiores o segurarem e o marcou. A dor que o pequeno Adrian sentiu foi indescrítivel. O tentente por fim disse:
- Você é meu moleque. Somente meu ouviu bem?
Concluiu o tenente segurando-o pelos cabelos. E assim fora nos dois anos seguidos. O Tenente Yonk diversas coisas fez com o menino, todas as suas vontades em todos os aspectos era o pequeno Adrian que fazia, que executava e nunca, jamais podia reclamar. Certa vez ficara sem comer por dez dias, na outra apanhara até perder a consciência. Assim Adrian aprendeu a ficar quieto, a responder somente quando lhe perguntado, a nunca falar e sim executar o que lhe fora mandado. Tornou-se um menino quieto, fechado. Deus, isso não é justo! Adrian passou a desacreditar em Deus, depois de tudo que viu, de tudo o que sofreu, Deus para ele não basta de um simples nada, não existia, não podia existir. Adrian não tinha vontade de viver, se entregava a morte, a desilusão, ao penhasco.

***

- Adri... vem comer, a comida já está pronta!
- Não... n...não estou com fome Dai. Obrigado!
- Ah... está sim, pode vir anda. Adri... por favor, não quero que passe fome.
- Já passei muito e não morri.
- Eu sei, mas a guerra já acabou, não precisa passar mais. Escuta, eu quero o seu bem viu? Eu te amo muito Adri, sabia?

Um sorriso, pequeno, mas um sorriso. A guerra acabou dois anos depois de Adrian ter conhecido o tentente Yonk. O tenente e suas tropas fugiram quando foi assinado o Acordo de Paz para o Vietnã em Paris. Adrian tinha apenas 9 anos quando a guerra acabou. Em toda sua vida a única palavra que conhecia era guerra e agora estava livre dela, mas para que? Ela havia tirado seu propósito, seu destino, sua vida. Havia tirado o que ele mais amava, seus pais. O menino Adrian passou por muitos problemas, por diversas situações ruins, elas foram apagando todas as lembranças boas que ainda guardava dentro de si. Ele podia dizer que era um menino que ainda não tinha conhecido a palavra felicidade, era um menino normal comparando com todos os meninos que haviam sofrido como ele na guerra, a não ser quando coisas estranhas aconteciam, tipo ele conseguir fechar a porta do quarto quando quer muito ficar sozinho sem ao menos tocá-la. Isso é normal? Bom, Adrian se convence que isso é apenas um sonho, mais um dos loucos sonhos que ele sempre tivera.

Depois da guerra Adrian passou a morar com Nguyen e seus filhos. Ela sempre fora um boa pessoa, depois que soube da morte de seus pais e como eles morreram passou a cuidar do menino como se fosse seu próprio filho, como se fosse um dos seus. Ela dizia que era a promessa que tinha feito a sua mãe, mas que mesmo se não tivesse feito, cuidaria dele sempre. Aos poucos foi se tornando mais sociável, porém ainda fechado. Hoje, 7 anos depois do fim da guerra ele tenta apagar da mente os 9 anos de desgraça que viveu nela.

A cidade, o país como um todo ainda tenta se recuperar do desastre da guerra, mais de quatro milhões de mortos. Ele até que vive em uma casa confortável com sua nova... familia? Eles faziam de tudo para que o menino se sentisse como em uma familia, mas essa palavra lhe lembrava sempre de seus pais e uma dor no coração o apertava. Saudades deles, do sorriso da mãe, do carinho do pai. Voltaria no tempo, prefereria a guerra, se isso bastasse para ter seus pais consigo. Ele tem medo de perder as poucas lembranças que tem de seus pais.

***

- Quem é?

O homem se identificou como um professor de Hogwarts. Mas o que era Hogwarts? Houviu-se alguns rangidos na porta de madeira e ela se abriu. Dhang Tai Song, um dos filhos de Nguyen abriu a porta e viu um senhor, um pouco peculiar. Adrian ganhara uma vaga na melhor escola de Magia e Bruxaria de todos os tempos, Hogwarts. Nem acreditara, na verdade nem acreditara que era bruxo.

Não muito tempo depois o mesmo homem bate a porta com a carta de Hogwarts, mas desta vez não era para ele, era para sua irmã, Dai. E mais algum tempo seu outro irmão, Dhang também ganha a carta de Hogwarts. Era díficil de acreditar, mas era a mais pura realidade. Todos eram bruxos. Pelo visto seu taravô (que ele nunca conheceu) foi bruxo, Adrian tinha um gen recessivo e pelo que pareceu Dai, Dhang e Lihn (uma outra filha de Nguyen. Ela tem três filhos) também tinham esse peculiar gen recessivo. (Sua bisavó era bruxa)


O tempo foi passando e as coisas acontecendo. Não teve problema com o idioma, aprendera o inglês com os poquissimos soldados legais que conheceu durante os mais de seis anos de guerra. Falava muito bem, sempre fora um menino esperto. Hoje, ele vive bem com sua familia, já acostumou com a ideia de que tem uma familia, uma familia que o ama, que o quer bem. Aprendeu que para ser familia, não é apenas ter sangue correndo nas veias. O jovem Adrian se mostrou um ótimo aluno nas artes mágicas, preferindo feitiços e transfiguração. E hoje, ele ainda tenta encontrar o seu lugar no mundo. E Hogwarts? Bem, Hogwarts que o aguarde por que esse sexto ano promete muitas revelações.


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MensagemAssunto: Re: Pierre, Adrian Dubois   Qua Nov 18, 2009 10:56 pm

Ao sentires o pesar do medalhão no teu pescoço terás a resposta crucial: Estás apto a adentrar nosso mundo?
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MensagemAssunto: Re: Pierre, Adrian Dubois   Qua Nov 18, 2009 11:01 pm

Caro sr. Pierre:

Ao ler sua longa, porém completa e interessante, história, bem como o resto de sua ficha impecável, eu não tenho como lhe dar outro veredicto que se não a aprovação e desejar que afinal o tempo trate de curar as feridas de sua alma que a guerra deixou.

Seja bem vindo ao nosso mundo e boa sorte.
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