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Durante anos, a existência da magia e dos próprios bruxos fora mantida em segredo, com os cuidados do Ministério da Magia. Mas agora, algo ameaça isso que eles tanto prezam. O que pode acontecer se as opções escolhidas no passado colocarem em risco o futuro?

Nos últimos tempos, o controle de criaturas mágicas tem sido muito mais rígido, devido às ações de segurança do, então eleito, novo ministro da magia. Segundo ele, essas criaturas inferiores não necessitam de metade dos direitos impostos por seu antecessor.

Seguindo suas ordens, o Ministério passou a controlar o número de indivíduos de cada raça, assim como demarcar o seus territórios mais rigidamente. Com o controle e o território rigidamente estruturados, as condições foram de mal a pior, e como conseqüência algumas raças começaram a se rebelar.

A noticia da extinção de uma delas incentivou a criação de um grupo contra o ministério. O profeta diário, diz ser de fonte segura a informação publicada na edição do dia 29 de Setembro de 2052, a qual afirma que há no mínimo dois representantes de cada raça, aparentemente liderados por um centauro.

Murmúrios levaram os acontecidos até Azkaban, mesmo o ministro tentando pessoalmente abafar o caso. O movimento nas poucas celas ocupadas começaram a surgir, e pouco tempo depois houve uma inevitável fuga, ocasionada pela falta de atenção do ministério para com a vigilância de seus prisioneiros.

Apesar dos grandes esforços na busca, alguns deles ainda não foram encontrados, e por esse motivo o ministério precisou se manter alerta para este fato também. Os problemas começaram a surgir e estão cada vez pior, as esquinas nunca foram tão ameaçadoras. E agora, o Ministério sozinho já não é o suficiente.


Período - What's going on now?


Dia: 25/11/2052, Segunda-feira
Início do Período: 29/05/2010
Fim do Período: 25/07/2010
Tempo:
9°C, tempo frio e ventos leves, intensificados à noite.
Lua: Cheia
Ações: tempo livre dos alunos em Londres
Aulas: Período livre de aulas






Rodrigo
Felipe
Amily
William
Amanda
Ramires



Slytherin 149
Gryffindor 085
Ravenclaw 111
Hufflepuff 108




The Star

Sorata Matsuri
A pirralha. Dentre as pessoas ali ela seria a primeira que eu imaginaria negando-se a aparecer. Kamui rodou os olhos quando encerrei a conversa amigável que estávamos tendo e fui na direção da mesa. Do modo silencioso que me aproximei, seria improvável que ela tivesse notado minha aproximação, já que estava de costas.

- pensei que seria a última pessoa que veria por aqui... – comentei, quando estava próximo, cruzando os braços enquanto observava sua figura.


The Villain

Lúcifer Deimos
- Você agindo desta maneira me parece mais um gatinho acuado do que um anjo , Gabriel.

Lucifer riu da tentativa falha de gabriel de lhe assustar e com a mão que ainda lhe prendia voltou a lhe prender conta a parede desta vez apertando seu corpo contra a mesma, e fazendo com que a Varinha do Enkelis caísse no chão.

- Não precisa ter medo, deixe-me começar e você vai pedir por mais.


The Gentleman

Ongaku Matsuri
- Calma, calma... eu tenho um plano! - fez uma pausa imaginando que palavras usar - Você deve ter percebido que eu andei sumido por estes tempos, não? É por que eu estava treinando uma magia antiga, é uma técnica antiga que já foi usada por alguns bruxos muito poderosos para defender seus tesouros. - achou melhor não comentar que foi usado, também, para eliminar inimigos - Eu aprendi a fazer inferis! A frase saiu muito pior do que ele havia imaginado, agora ele parecia ser um maníaco. Magia das trevas, quebrar regras básicas do colégio e se colocar em risco. O mal estava feito, nada mais se podia fazer, a não ser esperar para ver o que o primo acharia disto.

The Lady

Júlia de Andrade
Mas antes de subir, encontrei com Seto. Ele parecia meio indeciso sobre de onde assistir o jogo e eu realmente tive de sorrir com isso. Ele era um grifinório, o natural seria torcer pelos vemelhinhos, mas Marcelo era um dos melhores amigos dele e primo e Akane... Bom Akane era a irmã dele.

Acho que realmente ficar na arquibancada da grifinória e acabar acidentalmente ouvindo alguém incitar um batedor a lançar um balaço nela não seria algo lá muito saudável para ele... Ou para quem disse tal coisa, óbvio.

- hn... Sabe, você podia esquecer da sua casa e subir comigo – disse apontando a arquibancada da corvinal. - melhor que ficar indeciso no meio do caminho. Eu sei que você vai acabar torcendo pelo Marcelo e a Akane de qualquer maneira... – disse dando de ombros.


The Comedy

Kimihiro Matsuri
Eu quero ver, quero quero quero quero quero! Nhaaa será que meu Onii-sama deixaria eu ver o caderninho dela? '0' Não custa perguntar né? Afinal, quem tem boca vaia a Roma, no caso, fala com o irmão misteriiii~

Logo ela saira da biblioteca e eu ficara sozinho com Sorata. Pela primeira vez no dia estávamos a sós e juntos. Assim pude fazer aquilo que eu queria fazer desde manhã cedinho. Abraçar meu irmão com força até esmagar ><'' Um abraço forte e quente era o que eu costumava dar em meu irmão quando estávamos juntos. Eu me sentia confortavel perto dele, protegido literalmente '0'

-Aquela pasta, me deixou confuso. Desde quando você escreve partituras? Não me contou algo assim, que cruel ;3;''


The Romance


Guilherme de Andrade e Gabriel Enkelis
- É só um abraço... Certo? – perguntou, um pouco de hesitação era visível no tom de sua voz o qual Gabriel provavelmente notou.

– Não Guilherme, é só um pretexto para eu te agarrar aqui mesmo e te beijar... – Disse Gabriel serio para Guilherme quando o mesmo questionou o seu pedido de abraço, depois um sorriso bem calmo apareceu no rosto do sextanista. – Brincadeira. - antes que se arrependesse da sua decisão ou Gabriel continuasse a falar, Guilherme encurtou a distância, o abraçando de uma vez.

Era ao mesmo tempo estranho, mas nostálgico. Parecia ao mesmo tempo certo e errado... E ele não conseguia definir aquela situação com palavras por que, sempre que tentava, elas pareciam contraditórias demais...


The Moment

Telbalt Yura
Logo ele notara que alguém começara a cair da vassoura. Mas que coisa, mal começara a temporada de Quadribol e Tebalt já teria a chance de atacar alguém que sanguraçe no meio do campo. Seria uma cena épica. O vampiro lutando para se controlar enquanto aquele sangue fresco escorrega sobre a grama molhada pela chuva de madrugada. Seria uma sensação de extremo agrado...Prazer. Afinal, não havia nada melhor que o sangue fresco de alguém.

-Será que ela chega ao chão...?-Falou bem baixinho e mentalmente torcia para que sim, queria sangue...Queria muito sentir o cheiro, só de pensar já começava a sofrer as alterações corporais.





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 Ricardo de Andrade

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Ricardo de Andrade
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MensagemAssunto: Ricardo de Andrade   Sab Out 31, 2009 10:33 pm

A Player

Você sabe quem eu sou


Nome: Amanda
Idade: 19
Contato: piscesamandachan@gmail.com
Quais os livros de Harry Potter que você já leu? Todos /o/
Quais os filmes da saga Harry Potter que você já assistiu? Todos também ^^
Já participou de outros fóruns de RPG? Quais? Você quer a lista toda? oõ Ok vamos lá... Fidelius Charm, Imperius Rpg, Maruders, The Réquiem, Cosmic Age, Another History, Prisma Rpg, Time Turners, Two-Way Mirror, Angels or Demons... É uma boa lista, não? Talvez eu tenha esquecido algum outro aí XD
Já possui outros personagens nesse fórum? Quais? Meu medalhão de Sly conta pra você ou os outros vários que tenho em mente de postar agora em seguida? XD


O Personagem

Apenas um velho contador de histórias


Nome: Ricardo de Andrade
Idade: 99 longos anos de experiência e vivência
Data de Nascimento: 30/05/1953
Profissão: Atualmente sou apenas um velho aposentado, mas não nego conselhos a quem me pedir, obviamente.
Local de Moradia: a Estância de minha família, no Interior do Rio Grande do Sul, Brasil
Raça: Sangue-puro
Varinha: pêlo de unicórnio, 33 cm, pessegueiro, boa para feitiços de proteção e transfiguração.
Possui algum animal de estimação? Qual? Um gato listrado ganho de aniversário a cinco anos por meu neto Guilherme. O nome? Félix
Possui alguma habilidade ou item especial? Qual? Contar histórias pra você me faz especial? É imaginei que não.
Avatar: Ian McKellen


Habilidades

Em que você me acha bom?


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A História

Um conto que tenho certeza ser muito interessante


    Quantos fatos poderiam ser contados sobre minhas inúmeras experiências de vida nesta parte da ficha? Muito pode ter certeza que meus 99 anos de vivência não foram vividos à toa. Nasci já em épocas tumultuadas e acompanhei e participei de muitas coisas nesses meus anos de vida.

    Impossível seria narrar tudo o que tenho a ensinar, mas algumas partes mais importantes podem ser contadas por aqui. Vamos começar do começo, obviamente. Sou Ricardo de Andrade, filho de Roberto de Andrade e Andressa Silveira de Andrade, tenho 99 anos de vida e atualmente estou aposentado. Sou visto como o patriarca dos Andrades liberais pelo fato de ser o mais velho e experiente dentre todos os que ainda vivem, mas este cargo deveria antes ser responsabilidade de meu irmão três anos mais velho, Paulo de Andrade.

    Não vou me demorar e nem ao menos citar nada sobre os Andrades tradicionais porque imagino que já devas conhecer a história e tenho muitos outros fatos a relatar aqui para me prender em mais esta explicação.

    Paulo, porém, veio a falecer muito cedo por fatos a vir mencionados aqui, deixando todas as responsabilidades recaírem sobre mim. Não estou me queixando disso, apenas explicando para vocês, caros leitores, o porquê de minha importância na família. Durante anos eu cuidei da rádio com todo meu empenho e fico feliz em saber que agora seu gerenciamento está nas mãos capazes de minha filha Clarissa. Ela sempre teve um tino para os negócios bem pronunciado.

    Nascido em 30 de maio de 1953, posso dizer que cresci acompanhando o mundo em constante estado de alerta. A Segunda Guerra Mundial tinha terminado, porém logo em seguida teve início a Guerra fria, com toda a tensão constante entre Estados Unidos e União Soviética. Seria errôneo dizer que os bruxos não estavam envolvidos nisso tanto quanto os trouxas e que não temiam uma nova guerra do mesmo modo. As guerras deles também influenciam nosso mundo bem como as nossas o deles, afinal vivemos no mesmo planeta.

    Eu e Paulo moramos toda nossa infância na estância, o que nos deixava um pouco mais protegidos e alheios aos acontecimentos, embora acabássemos sabendo dos mesmos sempre quando íamos até a cidade mais próxima, o que era razoavelmente freqüente. Quando crianças, obviamente não entendíamos nada sobre o que acontecia, mas aos poucos fomos começando a criar uma consciência maior sobre o que ocorria.

    Ao fazer 11 anos, ingressei na Academia de Magia Brasileira. Paulo já estava em seu quarto ano naquela época. Estudar era algo fascinante e minha sede de conhecimento era grande. Não tive problemas quanto a isso, sempre me esforçando e conseguindo ótimos resultados. Com o ingresso na escola eu também começava e estar em contato com outras pessoas e então perceber mais sobre o momento vivido.

    A tensão foi aumentando progressivamente até que, ainda em meu primeiro ano, mais precisamente em 31 de março, ocorreu o golpe militar. Se fores um conhecedor da história podes imaginar do que estou falando. Era instaurada a ditadura. Períodos complicados foram aqueles e, mesmo na academia de magia, as coisas não eram diferentes.

    Em meio a toda aquela tensão, no entanto, ainda havia espaço para certas preocupações joviais, como o quadribol, e namoricos. Não namoricos como os de hoje em dia, naquela época, namorar significava andar de mãos dadas e conversar. Beijar era muito raro, muitas vezes algo que poderia vir a ser tido como um disparate. Hoje em dia, os jovens são muito precoces, mas, afinal, são tempos diferentes e com óticas diferentes. Foi nesta época que conheci a pessoa com quem viria a me casar.

    Fernanda da Cunha era uma jovem decidida e inteligente. Sempre esteve um passo a frente de quaisquer outras moças por suas iniciativas. Ela tinha seu próprio diferencial. Para os olhos da sociedade, ela não seria considerada o modelo de moça para casar-se. Fernanda queria estudar formar-se e trabalhar ao invés de ficar no lar a cuidar dos filhos como a maioria das outras. Mas era justamente este diferencial e essa iniciativa que fizeram com que minha atenção se voltasse para ela e aos poucos, fosse me apaixonando indiscutivelmente por sua pessoa.

    Estava em meu sexto ano e Paulo tinha acabado seus anos de estudo fazia algum tempo. Ele e a namorada, Ana Machado, não esperaram muito para se casar, até porque não tiveram um impedimento para isso. Era notável para mim como Paulo a cada dia ficava mais descontente com a situação e não foi uma surpresa para mim quando ele me confidenciou alguns anos depois que entraria para um movimento secreto contra a ditadura. Uma decisão corajosa, porem muito séria e perigosa naqueles tempos. E ele tinha uma esposa a cuidar. Aquilo não poderia vir a acabar bem...

    Por alguns anos, nada ocorreu e a vida corria normal. Tinha terminado meus estudos e agora formado, já estava em tempo de constituir minha própria família. E eu sabia quem era a mulher com quem eu gostaria de passar o resto de meus dias: não podia ser outra.

    Desde o sétimo ano, havia a pedido em namoro, seguindo todos os conformes e agora, já formado e com aspirações de tornar-me advogado, poderia sem medos, fazer o pedido formal para Fernanda e seus pais, seguindo tudo como se deve. Ter a permissão de meu sogro era algo não apenas importante como necessário. Não tive problemas quanto a isso e o noivado foi marcado. Ana trouxe outra notícia que alegrou a família ao dizer que estava a esperar um filho. A alegria reinava na estância dos Andrade, porém não seria assim por muito mais tempo.

    Foi quase no fim do governo de Ernesto Geisel, que Paulo desapareceu misteriosamente. Uma vez que ele estava envolvido nos movimentos contra o governo aquilo só poderia ter significado uma coisa: morte.

    Não estávamos enganados e a notícia da morte de Paulo abateu-se sobre a família com grande impacto. Nossa mãe, passou mal e não a culpo, deve ter sido um choque muito grande para ela a perda de Paulo. Mas ninguém tinha sentido aquela perda mais que Ana. Ela era, afinal, a esposa de meu irmão. Mesmo com todo o nosso apoio, ainda assim aquele tinha sido um choque e tanto para ela. Era mais que claro que não havia clima para festas e assim meu casamento com Fernanda foi adiado em comum acordo, ao menos por aquele ano.

    O fim da ditadura tinha chegado tarde demais a nosso ver. A casa antes sempre alegre agora tinha um tom fúnebre, que não tinha sido quebrado por muito tempo. Foram anos até que uma notícia trouxe novamente alguma esperança para a família.

    Tinham se passado 7 anos quando recebemos uma notícia sobre o que tinha ocorrido com Paulo. O alívio de saber que ele estava vivo nos contagiou de modo impossível de se negar. Apesar de ter passado perto de morrer. Paulo tinha conseguido sobreviver graças à magia e passado um tempo escondido, temendo que o descobrissem, exilado em uma colônia bruxa até ter certeza de que não o procuravam e que tinha sido dado como morto. Os efeitos, no entanto, das torturas sobre si eram notáveis. Eu via como meu irmão não era mais o mesmo.

    Naquela época foi quando os negócios da rádio tinham sido passados a mim por meu pai, uma vez que dado como morto, Paulo não poderia mais exercer funções como as que o controle dos negócios exigiam. Eu, aos poucos ia me acostumando com a responsabilidade dos mesmos e enfim decidi que estava mais que em tempo de casar-me com Fernanda, o que o fiz pouco depois da verdadeira derrota da ditadura com o movimento das "Diretas Já".

    Finalmente casamo-nos. Uma cerimônia simples, para os amigos e familiares. As coisas pareciam estar se ajeitando afinal. Os anos que se seguiram foram o que consideramos leves, ainda mais quando Ana anunciou estar grávida e a festa não poderia ter sido maior.

    Nove meses depois, nascia Mauro. Saudável e forte, um sobrevivente, como seria até hoje mesmo com todas as eventualidades que ainda se abateriam aos seus pais três anos depois.

    Porque seria em um fatídico e trágico passeio em família do trio que faria com que Ana e Paulo morressem e Mauro se tornasse órfão. Afinal nem sempre ser um bruxo pode nos salvar de ser mortos por culpa de ocasiões trouxas, como um assalto com armas de fogo.

    Foi complicado explicar às autoridades trouxas como Paulo poderia estar vivo para morrer novamente se já estava sendo considerado morto desde a época da ditadura, mas resolvidas as pendências com algumas histórias, eu e Fernanda assumimos a guarda de Mauro. Era o Ano de dois mil e quatro.

    Fernanda começou a cuidar de Mauro com alguma ajuda de minha mãe, que a essa altura já estava no fim de sua vida também e passava diversos conselhos sobre como cuidar de uma criança pequena ele se tornava quase como meu filho. Imagino também que Paulo assim gostaria que fizéssemos. Tomaria todo o cuidado para que nada faltasse ao meu sobrinho, fossem tanto condições básicas quanto amor e carinho.

    Por vários anos foi assim, até a notícia de que Fernanda estava esperando um filho. Nosso primeiro filho... A notícia não poderia ser mais feliz e eu estive enlevado em felicidade com isto. Nossos planos de termos nossos próprios filhos tinham sido adiados por muito tempo por conta de fatalidades e apesar de não sermos mais jovens a vontade de ser pai crescia sempre que eu experimentava esse sentimento ao cuidar de Mauro.

    Nove meses depois, nascia Rodrigo. Um menino, com os olhos de Fernanda. Eu estava feliz com isso e quem não estaria? Era meu primeiro filho, mesmo que eu pudesse considerar Mauro como um filho, ainda assim era diferente. E eu era todo sorrisos para aquela pequena criança que só sabia mesmo captar e produzir sons em resposta ao que ocorria a sua volta. Fernanda também estava radiante em ser mãe. Até antes do nascimento de Rodrigo, ela tinha trabalhado, como bem quisera fazer em um escritório como secretária. Agora, com um bebê a cuidar, por iniciativa própria decidira abandonar o trabalho para concentrar-se em cuidar de Mauro e Rodrigo.

    Seria apenas quatro anos depois que chegaria ao mundo minha adorada filha caçula, Clarissa. Apressada em vir ao mundo, Clarissa nasceu prematura, apenas com 7 meses. Nem por isso, no entanto, deixou de marcar sua presença desde o berço. Era exigente quanto a horários e quando os mesmos não eram cumpridos, seu choro era forte o suficiente para se fazer notar.

    Rodrigo sempre tinha sido mais calmo e tolerante desde bebê, porém, apesar de todo o meu zelo por Rodrigo, seria justamente a Clarissa que eu me apegaria mais. Amo os dois, mas não há como negar que Cissa é minha filha predileta.

    Desde muito jovem, Rodrigo sempre teve uma grande inclinação a seguir os passos de meu tio Drummond, o qual, aliás, falecera em 87. Ele mal teve contato com o tio-avô, porém ainda assim, eu podia ver nele muito do mesmo. Fosse no modo pensativo com o qual observava as coisas para depois declamar pequenos versos sobre as mesmas ou fosse pela criatividade que esbanjava sempre. Clarissa sempre foi diferente e curiosa, querendo sempre saber mais sobre o que eu fazia e me fazendo mil e uma perguntas sobre a rádio e os negócios já aos 11 anos. A essa altura, Mauro já era formado pela academia de Magia e tinha preferido seguir caminho distintos do que poderíamos sequer imaginar, mas como o agradavam, não seria eu que iria ir contra sua vontade: Mauro tinha dedicado-se a se formar e fazer uma faculdade trouxa, visando trabalhar entre os mesmos. Nunca entendi realmente seu fascínio por aquelas peças curiosas que montavam estruturas complexas que ele chamava de computadores. Foi ele também quem nos convenceu a ter um gerador de energia elétrica em casa, para que ele pudesse trabalhar na estância também. Meu pai quase teve um infarto com a idéia do neto, mas depois aceitou melhor a idéia. Dois anos depois também, ele viria a falecer para o luto geral na estância.

    Não muito tempo depois, Mauro encontrou alguém com quem casar-se. Asame Takai, filha de imigrantes japoneses de uma colônia bruxa em Ijuí, era uma boa moça e vendo os dois hoje em dia, posso dizer que a diferença de idade entre eles não fez a mínima diferença. Eles são felizes e Seto e Akane são meus netos tanto quanto Marcelo, Olívia, Andréas, Guilherme, Júlia e Alexandra. Criei Mauro como um filho e tenho seus filhos como meus netos. Porém não vamos nos avançar demais no tempo.
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Ricardo de Andrade
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MensagemAssunto: Re: Ricardo de Andrade   Sab Out 31, 2009 10:34 pm

[ ... ]

    Seto, o filho mais velho de Mauro foi outro que, desde jovem, já começou a demonstrar grande inclinação artística. Bem como Rodrigo, ele segue os passos de meu tio Drummond em sua busca por tornar-se um poeta. As inclinações artísticas para o ramo da poesia são comuns nesta família, como se pode notar.

    Akane, a irmã alguns meses mais nova de Seto, sempre me foi um orgulho à parte. Compreensiva, inteligente, educada, nunca tive nada sobre o que reclamar de sua conduta e mais que isso, sempre pude sentir por ela um carinho e apreço. Confesso que muitas vezes divirto-me em ver como Seto é superprotetor para com ela, mas sei que este é um detalhe que caberá aos dois resolverem. Na realidade, prefiro deixar que meus netos reflitam e resolvam seus problemas sozinhos. O que faço por vezes é ajudar contando-lhes uma história que lhes traz algum conhecimento para tomar decisões.

    Rodrigo não negou ao que eu imaginava dele quando pequeno, quando, depois de concluídos seus estudos, decidiu tornar-se um escritor, poeta para ser mais preciso. Sendo o que ele gostava, eu não me opus a sua escolha e foi no lançamento de seu primeiro livro, o qual fez um sucesso considerável até, que ele conheceu Ana Maria Moreira. Os dois pareciam feitos um para o outro. Ana Maria era uma pintora em fase inicial de seu trabalho, mas que me atrevo a dizer, tem um talento interessante e não digo apenas por ser minha nora, até por que na época em que tive essa impressão, ela e Rodrigo ainda não tinham sequer começado a se encontrarem.

    Alguns anos depois, estavam perfeitamente casados, dando a mim e Fernanda quatro netos lindos: Andréas, o mais velho, sempre foi um tanto quanto impulsivo e isso culminou em grandes problemas uma noite de lua cheia, em que fui alertado por Guilherme de que o outro tinha saído dos limites da propriedade se embrenhando nos bosque próximo. Até que eu chegasse ao local, o mal já tinha sido feito e meu neto levaria consigo para sempre a lembrança daquela noite em terríveis transformações. Desde então, um galpão foi construído na estância e reforçado com feitiços para que pudesse o conter preso nas noites de lua cheia, de modo que não machucaria ninguém.

    Guilherme, o irmão poucos meses mais novo de Andréas, é um garoto de ouro. Sempre foi dedicado a seus estudos e vejo nele muito potencial. Seu senso de responsabilidade é grande e ele sempre foi um dos mais sensatos. Não me foi uma grande surpresa quando esse ano na escola inglesa apesar de ter sido transferido para lá apenas este ano já foi eleito o Monitor-chefe por suas notas mais que excelentes. Porém, em seu nascimento mora um segredo de família conhecido por poucos: Guilherme tinha um irmão gêmeo, que não sobreviveu ao parto. Tal fato foi algo realmente triste, que tinha levado Ana Maria a uma depressão profunda. A saída para retirá-la dessa depressão foi obliviar parte de suas memórias, fazendo-a sequer imaginar que um dia teve gêmeos. Apenas eu, Rodrigo, Mauro e Clarissa temos conhecimento dessa história e não pretendemos a espalhar.

    Minha neta Júlia, um ano mais nova que Guilherme, sempre me foi querida. Ela tem sua própria dose de sensatez, embora muitas vezes eu note que ela se compadece de Andréas e Alexandra quando estes aprontam e Guilherme vai lhes cobrar explicações. Ela é como o elo que os liga, de modo que costuma evitar brigas mais pesadas entre eles.

    Alexandra, a caçula de Ana Maria e Rodrigo, segue os passos de Andréas. Porém, suas ações são em alguns momentos refreadas por Guilherme e em raras ocasiões por Júlia, de modo que muitas vezes eles acabam impedindo que ela cometa as mesmas loucuras que o irmão mais velho. Tenho grande apreço por ela, embora eu costume, assim como faço com Andréas, desaprovar certos comportamentos dela.

    Sobre minha filha Clarissa, quando completou os estudos, não me foi surpresa que ela começasse a querer aprender e participar mais ativamente dos negócios da rádio, de modo que eu já tinha planejado em minha mente, depois de prepará-la, lhe deixar em mãos o controle dos negócios.

    Foi em uma de suas primeiras reuniões de negócios com alguns patrocinadores em Gramado que ela conheceu aquele que viria a ser seu marido. Lembro-me bem dela reclamando sobre "O tal de Schultz" de modo que alguém menos atento imaginaria que ela odiava o rapaz. Eu como pai, podia observar, no entanto, alguns sinais de que não eram exatamente como pareciam os fatos.

    Dito e feito. Alguns anos depois, estavam noivos. Não era de espantar que naquele casal, Clarissa fosse quem mandava. Ela sempre teve um instinto de liderança que tinha repercutido até mesmo em seu casamento. Anos depois, o resultado dessa união foram dois lindos netos que também só me dão orgulho.

    Marcelo herdou muitas características de sua mãe, embora sua aparência seja muito mais parecida com a do pai. É um bom garoto, um dos netos com os quais tenho mais apreço e gosto de por vezes parar para ter algumas conversas com ele.

    Olívia, a última de toda esta geração a vir ao mundo é um anjo. Um pouco mimada, verdade, mas Clarissa soube como evitar que isso se tornasse um problema, o que eu dificilmente teria conseguido já que por mais firme que eu fosse não conseguia negar os pedidos da minha netinha mais nova.

    Atualmente, em 2036, passei o controle burocrático da rádio para as mãos de Clarissa, a fim de me aposentar finalmente. Uma grande perda que senti foi quando Fernanda partiu deste mundo, em 2032. Sinto pensar que ela não pôde chegar a conhecer os netos magníficos que teria, mas tive de aceitar, afinal a vida nunca é eterna. Sei que, daqui a alguns anos, provavelmente será a minha vez de me despedir de meus entes queridos e mergulhar na aventura da pós-vida, mas por enquanto, pretendo continuar a deixar meus ensinamentos adiante.

    Ultimamente, venho acompanhando com alguma curiosidade e receio as situações na Europa com as novas políticas impostas pelo ministro sobre o controle das Criaturas Mágicas. Opressão não me parece uma idéia muito inteligente de se lidar com uma questão e tendo vivenciado a Ditadura eu bem sei disso.

    Clarissa, no entanto, insistiu de que seria muito melhor se meus netos fossem estudar em Hogwarts, porque estariam podendo ter vivência e um acompanhamento de questões que trariam conhecimentos valiosos para suas vidas. Depois de muitas conversas acabei concordando com ela e as transferências foram feitas.

    Estou, no entanto, desconfiando de que suas intenções vão bem além disso desde quando ela começou a tentar me convencer a comprar uma casa em Londres. Eu fui categórico a resistir o quanto pude durante esses meses, porém acabei tendo que aceitar ao menos que a família tivesse uma moradia fixa na Inglaterra. Porém eu deixei bem claro de que não irei me mudar da estância ou abandonar aquela terra que é o meu desde que nasci. Cinco gerações da família ocupam a mesma desde a separação dos Andrade em dois ramos distintos, porém Clarissa prometeu cuidar de tudo e não vender em hipótese alguma aquela propriedade enquanto eu iria para Londres negociar a compra de uma casa grande e espaçosa o suficiente para toda a família. Não que eu seja um adepto do luxo, mas será necessária uma casa bem grande para que todos possam usufruir-se da mesma.

    Ainda estou com um pé atrás sobre isso, mas espero logo resolver tudo e voltar à estância e continuar a levar minha vida do mesmo modo que o fazia antes.

    Creio que já deves estar cansado de ouvir os contos desse velho cansado, então eu termino essa história por aqui, embora eu pudesse ter muitas outras coisas a contar...
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MensagemAssunto: Re: Ricardo de Andrade   Sab Out 31, 2009 11:17 pm

Um Anel foi posto sob a mesa, assim que relastes nesse objeto mágico um filme de sua vida passou diante dos seus olhos, esta Horcruxe julgarás se estas apto a entrar nesse mundo mágico.
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MensagemAssunto: Re: Ricardo de Andrade   Sab Out 31, 2009 11:35 pm

Um história um tanto longa, mas que prende o leitor de modo que este só consegue cessar assim que termina ela por completa.

Não vejo algum porém que me impessa de te liberar, então senhor Andrade bem-vindo nesse mundo.

“Que a ressurreição te encontre no momento que mais precisar dela”.


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MensagemAssunto: Re: Ricardo de Andrade   

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